quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lema do veneno e sangue nas veias

Se as pessoas não sonharem mais, não criarem seu próprio mundo interior, em contraste com sua existência medíocre, não conseguirão sobreviver.

E é isso que nos do veneno e sangue nas veias fazemos. Procuramos sobreviver

sábado, 11 de junho de 2011

Cap. IX

Bartolomeu ergueu um dos vestidos.

O tecido era brim, a cor era chumbo forte. O vestido devia bater na altura do calcanhar, marcado no quadril e tomara que caia com uma fina blusa de renda preta que cobria os braços e parte do pescoço porém deixando um pequeno decote no meio do colo. E se não errei na contagem, tinha quatro anáguas engomadas pretas.

Eu olhei o vestido encantada.

Bia logo mostrou o que segurava. Veludo vermelho bordô formava um vestido de mangas compridas, ombros e colo a mostra. Devia ter o mesmo comprimento do outro vestido, anáguas brancas deixavam uma pequena parte a mostra.

A expressão nos rosto de todos era óbvia , não era preciso nem conversa. Eu ficaria com o vestido de brim e Theily o de veludo.

-- Sabia que iam gostar! -- falou Bartolo aproximando o vestido em meu corpo para ter uma ideia de como ficaria.

-- É simplesmente lindo! -- exclamou Theily tocando as mangas de seu vestido.

-- E por quanto fica? -- fui logo ao ponto. Vestidos bonitos como aqueles deveriam ser demasiadamente caros. Bartolomeu me olhou por um instante, depois olhou a sua irmã que apenas acenou com a cabeça.

-- Por conta da casa minha querida Mittra!

-- OI? Não Bartolo, vocês podem ganhar um bom dinheiro com esses vestidos! Não pode simplesmente entrega-los assim!

-- Querida, nunca tive a intenção de ganhar dinheiro quando abri esse brechó! Peço que fiquem com ele e a ruiva ali com o outro!

-- Desculpe Bartolo, mas não.

-- Vai negar um presente meu Mittra? -- ele disse com olhos acusadores. A tempos atrás, eu presenteei Bartolomeu com umas das coisas que julgo mais bonitas que já fiz com os meus poderes. Uni a minha habilidade com plantas com o meu controle da terra. Descobri que tenho controle em alguns elementos químicos, os metais. Então envolvi uma rosa, a mais bela que consegui encontrar, em carbono líquido e assim o transformei em diamante. O dia que descobri que podia fazer diamantes, surtei. Como tinha um grande amor por Bartolomeu, dei a rosa de diamante de presente. No inicio, ele não quis aceita. Ai fizemos uma promessa em que o outro não recusaria nenhum presente do outro.

Agora eu era obrigada a aceitar um vestido. E eu sei. Não posso comparar uma rosa coberta de diamantes com um vestido que fora de alguém a anos atrás.

-- O.k . Eu aceito o vestido como presente. -- eu disse e ele sorriu juntamente com Vêrníbia.

-- Sabia que iria aceitar!

-- Bem, -- eu disse olhando para o relógio -- temos que ir. ainda vamos dar uma olhada nas outras lojas com as meninas.

-- Ah, certo. Não queremos que se atrasem. -- disse ele embrulhado os dois vestidos. Nos entregou as caixas com os vestidos e nos despedimos.

-- Theily, quero que me faça um favor! -- eu disse dirigindo na direção do shopping.

-- Ah, -- exclamou ela me olhando -- claro! Se estiver ao meu alcance.

-- Na verdade está. Não diga a ninguém que os vestidos foram presentes de Bartolomeu.

Ela virou e me olhou confusa.

sábado, 4 de junho de 2011

Cap. VIII


-- Fênix? – eu perguntei a Theily assim que saímos de vista do colégio.

-- Sim! – ela falou corando – É um a apelido que ela colocou em mim ontem.

-- Engraçado! O seu pelo menos é mais bonito do que o meu! – eu disse rindo

-- Sério? E qual é?

-- Bruxa Onilda – falei os risos.

-- Han? Não é um personagem de desenho animado?

-- Sim, sim. Mais quem entende Bárbara? Ela fala que a única diferença é que eu tenho um lobo e ela uma coruja.

Então fomos saindo das terras do colégio quando encontramos com Heter. Um bruxo em que foi transformado em alce como castigo por furtar um velho bruxo. Ele era o guardião da floresta. E é por isso que eu tinha que ir à frente. Eu tinha que avisa-lo sobre os Bernegh. Por que diabos os animais não gostam de vampiros?

-- Olá Heter! – eu falei abaixando o vidro do meu carro.

-- Olá princesa, o que devo a honra? – sim, ele também falava. E ele tinha a mesma mania de me chamar de princesa como os outros animais. Só por que meu padrinho era o Comunicador de Animais mais poderoso que já passou por Hidden e América Latina.

-- Bem Heter, vim lhe confirmar os boatos que os vampiros voltaram a Hidden.

-- Verdade? Mas faz tanto tempo que não aparece nenhum por aqui! – ele falou pensativo.

-- Sim, verdade. Tem um clã deles estudando no colégio. Eles são meus amigos. – o avisei, Heter sabia de que colégio eu estava falando, não só porque ele sabia que eu estudava no C.W.L.B. , mais porque só o meu colégio aceitaria vampiros como alunos.

-- Bem, princesa. Se são seus amigos... – ele não terminou, não precisou.

-- Eles vão passar por aqui mais tarde com o Alex, é só para você não se preocupar.

-- Entendido princesa. – ele falou e eu acelerei. Pelo menos ele foi avisado.

Pude ver vários alunos do outro colégio andando pela cidade. Eu conhecia vários deles. Alguns acenavam, outros me gritavam e, Renato, um maluco que dirigia seu Porsh atrás de mim buzinava sem parar.

-- Que festa toda é essa? – perguntou Theily olhando a movimentação da cidade.

-- Todo ano é assim, somos de colégios diferentes, mas muitos ali são meus amigos.

O mala do Renato continuava a buzinar, e achei melhor virar logo em uma rua que não era bem o trajeto, mas era melhor que ouvir buzinas por mais alguns metros.

-- Chegamos! -- eu falei estacionando o carro na frente de um pequeno brechó pintado de vinho. -- Theily, peço que não estranhe que as pessoas dessa loja me chamem por outro nome. É uma longa história que um dia contarei a você.

Ela apenas acenou com a cabeça e saímos do carro.

-- Mittra! -- exclamou Bartolomeu ao me ver entrar.

-- Olá Bartolo, onde está Vêrníbia?

-- Aqui estou amiga! -- gritou ela entrando na loja pela porta lateral -- A quanto tempo não nos vemos Alícia!

-- A dois meses! As férias se lembra!? -- eu respondi rindo.

Bartolomeu e Vêrníbia eram irmãos e meus primeiros amigos de Hidden. Quando cheguei para estudar aqui, Letícia e Bhao ainda não eram matriculadas, então conheci Bartolo e Bia, que já cursavam o 5º Nível. Eramos muito unidos. Bons tempos!

-- É bom saber que ainda se lembra de seus velhos amigos! -- disse Bartolo.

-- Sentimental como sempre não é amigo! Vim faze-los uma visita, sinal que ainda me lembro de vocês!

-- Bem Ali, quem é essa ruivinha ai?! -- perguntou Bia.

-- Ah! Desculpem, essa é Theily. Uma nova amiga! -- eu apresentei -- Theily, esses são Bartolomeu e Vêrníbia!

-- Olá! -- ela disse corando. E como ela corava em!

--Bem, vamos deixar de blá blá blá! Eu vim aqui gastar dinheiro! -- eu falei sorrindo. Todos sorriram.

--Então, em que podemos ajudar? -- perguntou Bartolo.

-- Preciso de dois vestidos antigos caro amigo!

-- Antigos? De que tipo? -- falou Bia.

-- Do tipo vampiro, quanto mais antigo melhor!

Os dois se entre olharam , uma conexão maluca que eles tinham. Então Bartolo caminhou até um velho e enorme baú que ficava ao lado de um balcão de madeira cor vinho. Ele o abriu e de lá tirou dois sacos negros de seda. Colocou-os encima do balcão e pediu que nos aproximassem.

-- Esses aqui devem servir -- ele abriu um dos sacos enquanto Bia abria o outro.

Eram vestidos lindos!!!