Se as pessoas não sonharem mais, não criarem seu próprio mundo interior, em contraste com sua existência medíocre, não conseguirão sobreviver.
E é isso que nos do veneno e sangue nas veias fazemos. Procuramos sobreviver
Se as pessoas não sonharem mais, não criarem seu próprio mundo interior, em contraste com sua existência medíocre, não conseguirão sobreviver.
E é isso que nos do veneno e sangue nas veias fazemos. Procuramos sobreviver
Bartolomeu ergueu um dos vestidos.
O tecido era brim, a cor era chumbo forte. O vestido devia bater na altura do calcanhar, marcado no quadril e tomara que caia com uma fina blusa de renda preta que cobria os braços e parte do pescoço porém deixando um pequeno decote no meio do colo. E se não errei na contagem, tinha quatro anáguas engomadas pretas.
Eu olhei o vestido encantada.
Bia logo mostrou o que segurava. Veludo vermelho bordô formava um vestido de mangas compridas, ombros e colo a mostra. Devia ter o mesmo comprimento do outro vestido, anáguas brancas deixavam uma pequena parte a mostra.
A expressão nos rosto de todos era óbvia , não era preciso nem conversa. Eu ficaria com o vestido de brim e Theily o de veludo.
-- Sabia que iam gostar! -- falou Bartolo aproximando o vestido em meu corpo para ter uma ideia de como ficaria.
-- É simplesmente lindo! -- exclamou Theily tocando as mangas de seu vestido.
-- E por quanto fica? -- fui logo ao ponto. Vestidos bonitos como aqueles deveriam ser demasiadamente caros. Bartolomeu me olhou por um instante, depois olhou a sua irmã que apenas acenou com a cabeça.
-- Por conta da casa minha querida Mittra!
-- OI? Não Bartolo, vocês podem ganhar um bom dinheiro com esses vestidos! Não pode simplesmente entrega-los assim!
-- Querida, nunca tive a intenção de ganhar dinheiro quando abri esse brechó! Peço que fiquem com ele e a ruiva ali com o outro!
-- Desculpe Bartolo, mas não.
-- Vai negar um presente meu Mittra? -- ele disse com olhos acusadores. A tempos atrás, eu presenteei Bartolomeu com umas das coisas que julgo mais bonitas que já fiz com os meus poderes. Uni a minha habilidade com plantas com o meu controle da terra. Descobri que tenho controle em alguns elementos químicos, os metais. Então envolvi uma rosa, a mais bela que consegui encontrar, em carbono líquido e assim o transformei em diamante. O dia que descobri que podia fazer diamantes, surtei. Como tinha um grande amor por Bartolomeu, dei a rosa de diamante de presente. No inicio, ele não quis aceita. Ai fizemos uma promessa em que o outro não recusaria nenhum presente do outro.
Agora eu era obrigada a aceitar um vestido. E eu sei. Não posso comparar uma rosa coberta de diamantes com um vestido que fora de alguém a anos atrás.
-- O.k . Eu aceito o vestido como presente. -- eu disse e ele sorriu juntamente com Vêrníbia.
-- Sabia que iria aceitar!
-- Bem, -- eu disse olhando para o relógio -- temos que ir. ainda vamos dar uma olhada nas outras lojas com as meninas.
-- Ah, certo. Não queremos que se atrasem. -- disse ele embrulhado os dois vestidos. Nos entregou as caixas com os vestidos e nos despedimos.
-- Theily, quero que me faça um favor! -- eu disse dirigindo na direção do shopping.
-- Ah, -- exclamou ela me olhando -- claro! Se estiver ao meu alcance.
-- Na verdade está. Não diga a ninguém que os vestidos foram presentes de Bartolomeu.
Ela virou e me olhou confusa.
-- Fênix? – eu perguntei a Theily assim que saímos de vista do colégio.
-- Sim! – ela falou corando – É um a apelido que ela colocou em mim ontem.
-- Engraçado! O seu pelo menos é mais bonito do que o meu! – eu disse rindo
-- Sério? E qual é?
-- Bruxa Onilda – falei os risos.
-- Han? Não é um personagem de desenho animado?
-- Sim, sim. Mais quem entende Bárbara? Ela fala que a única diferença é que eu tenho um lobo e ela uma coruja.
Então fomos saindo das terras do colégio quando encontramos com Heter. Um bruxo em que foi transformado em alce como castigo por furtar um velho bruxo. Ele era o guardião da floresta. E é por isso que eu tinha que ir à frente. Eu tinha que avisa-lo sobre os Bernegh. Por que diabos os animais não gostam de vampiros?
-- Olá Heter! – eu falei abaixando o vidro do meu carro.
-- Olá princesa, o que devo a honra? – sim, ele também falava. E ele tinha a mesma mania de me chamar de princesa como os outros animais. Só por que meu padrinho era o Comunicador de Animais mais poderoso que já passou por Hidden e América Latina.
-- Verdade? Mas faz tanto tempo que não aparece nenhum por aqui! – ele falou pensativo.
-- Sim, verdade. Tem um clã deles estudando no colégio. Eles são meus amigos. – o avisei, Heter sabia de que colégio eu estava falando, não só porque ele sabia que eu estudava no C.W.L.B. , mais porque só o meu colégio aceitaria vampiros como alunos.
-- Bem, princesa. Se são seus amigos... – ele não terminou, não precisou.
-- Eles vão passar por aqui mais tarde com o Alex, é só para você não se preocupar.
-- Entendido princesa. – ele falou e eu acelerei. Pelo menos ele foi avisado.
Pude ver vários alunos do outro colégio andando pela cidade. Eu conhecia vários deles. Alguns acenavam, outros me gritavam e, Renato, um maluco que dirigia seu Porsh atrás de mim buzinava sem parar.
-- Que festa toda é essa? – perguntou Theily olhando a movimentação da cidade.
-- Todo ano é assim, somos de colégios diferentes, mas muitos ali são meus amigos.
O mala do Renato continuava a buzinar, e achei melhor virar logo em uma rua que não era bem o trajeto, mas era melhor que ouvir buzinas por mais alguns metros.
-- Chegamos! -- eu falei estacionando o carro na frente de um pequeno brechó pintado de vinho. -- Theily, peço que não estranhe que as pessoas dessa loja me chamem por outro nome. É uma longa história que um dia contarei a você.
Ela apenas acenou com a cabeça e saímos do carro.
-- Mittra! -- exclamou Bartolomeu ao me ver entrar.
-- Olá Bartolo, onde está Vêrníbia?
-- Aqui estou amiga! -- gritou ela entrando na loja pela porta lateral -- A quanto tempo não nos vemos Alícia!
-- A dois meses! As férias se lembra!? -- eu respondi rindo.
Bartolomeu e Vêrníbia eram irmãos e meus primeiros amigos de Hidden. Quando cheguei para estudar aqui, Letícia e Bhao ainda não eram matriculadas, então conheci Bartolo e Bia, que já cursavam o 5º Nível. Eramos muito unidos. Bons tempos!
-- É bom saber que ainda se lembra de seus velhos amigos! -- disse Bartolo.
-- Sentimental como sempre não é amigo! Vim faze-los uma visita, sinal que ainda me lembro de vocês!
-- Bem Ali, quem é essa ruivinha ai?! -- perguntou Bia.
-- Ah! Desculpem, essa é Theily. Uma nova amiga! -- eu apresentei -- Theily, esses são Bartolomeu e Vêrníbia!
-- Olá! -- ela disse corando. E como ela corava em!
--Bem, vamos deixar de blá blá blá! Eu vim aqui gastar dinheiro! -- eu falei sorrindo. Todos sorriram.
--Então, em que podemos ajudar? -- perguntou Bartolo.
-- Preciso de dois vestidos antigos caro amigo!
-- Antigos? De que tipo? -- falou Bia.
-- Do tipo vampiro, quanto mais antigo melhor!
Os dois se entre olharam , uma conexão maluca que eles tinham. Então Bartolo caminhou até um velho e enorme baú que ficava ao lado de um balcão de madeira cor vinho. Ele o abriu e de lá tirou dois sacos negros de seda. Colocou-os encima do balcão e pediu que nos aproximassem.
-- Esses aqui devem servir -- ele abriu um dos sacos enquanto Bia abria o outro.
Eram vestidos lindos!!!
Todos saíram do auditório e tomaram seu rumo. Rodrigo e Vellen não falaram basicamente nada! Mandaram outros fazerem o que era o trabalho deles, tudo bem que eles ainda estavam de luto... Mais eles poderiam superar isso. Não podem?
-- Eu acho que sim... -- respondeu Leeh do meu lado – superar, não sei se é a palavra certa. Mais vai passar... Rodrigo acredita fortemente nisso.
E em silêncio fomos pro nosso quarto. Quando estava pronta para dormir notei que Bárbara não estava conosco, ela devia esta se divertindo com algum garoto.
No dia seguinte, só se ouvia sobre o baile.
Encontrei com o pessoal no refeitório, tanto como a Utopia como os Bernegh. Todos estavam conversando, menos Alex que me olhava intensamente.
-- Animada para o baile Alícia? – perguntou Valquíria.
-- Não muito Val, aliás, do que nós vamos nos fantasiar esse ano? – eu disse olhando para Letícia que estava ao meu lado.
-- Er... Não pensei ainda. – ela disse confusa, na maioria das vezes quem dava a idéia da fantasia era ela.
-- Tem que ser algo novo... – falou Mack a minha frente. Ele tinha razão, nada de fadas, piratas ou princesas.
O silêncio ia tomando conta da mesa, to dos pensativos. Até que Bárbara murmurou.
-- Vampiros... Bruxos... – todos olhavam para ela sem entender nada.
-- Já sabemos o que nós somos Bárbara –murmurou Rick.
-- Não é isso! Eu tive uma idéia!
-- Fala logo então! – apressou Letícia.
-- Os Bernegh vão se vestir de bruxos e a Utopia de vampiros!
Era uma idéia nova. Eu tenho que confessar. Mais para mim seria engraçado me vestir de vampiro e ver Valquíria de bruxinha.
-- É realmente uma idéia nova. – falou Alex no seu tom simples como sempre.
-- Mais como nó vamos nos vestir assim? – perguntou Theily.
-- Fácil! – disse Bárbara – os vampiros nos ajudam e nós os ajudamos.
-- Verdade, vocês nos ajudam e nós ajudamos vocês! – falou Valquíria.
-- Vamos ver como é que ficam na nossa pele! – falou Raphael com um sorrio malicioso nos lábios. E eu sabia pra quem era esse sorriso. Bárbara. E do jeito que eu a conhecia, ela teria escutado mais ou menos isso: “Vamos ver se você fica mais sexy do que já é vestida de vampira gata!”.
Desde que viramos amigos, o que não faz muito tempo, Raphael e Bárbara se olhavam maliciosamente sempre que podiam. Cara, você não vai conseguir doma-la. Vai por mim. Eu a conheço.
Ficamos a manhã toda discutindo como deveríamos nos vestir. E o que ficou resolvido foi o seguinte:
Eu e Theily íamos nos vestir como vampiros antigos, com logos e cheios vestidos, maquiagem leve, algumas jóias e belos sapatos. Alex e Rick também se vestiriam de vampiros antigos, com meias três quartos, calças na altura do joelho, sapatos e camisas sociais.
Bárbara e Letícia iriam se vestir de vampiros atuais, calças e vestidos justos, sandálias de salto alto, maquiagem um pouco mais pesada. Assim como Victor, Mack e Justin que usariam jaquetas de couro, calças jeans e sapatos.
Já no caso dos Bernegh, Valquíria e Amy usariam um vestido chumbo ou preto, sapatos de boneca e meias três quartos, e Marcelo, Raphael, Bob e Ícaro usariam sobretudos pretos e calças jeans, estilo dos bruxos de Hidden.
O que nós bruxos pudéssemos conseguir para deixá-los mais a ver com a fantasia faríamos, e assim também com os vampiros.
Após o almoço nós nos arrumamos para ir às compras. Eu e Theily íamos nos separar do outros que iriam ao shopping. Eu sei muito bem onde eu encontraria os nossos vestidos.
-- Você tem certeza que vai lá Alícia? – perguntou Baho. Ela, Letícia e Alex não gostavam da idéia de eu ir à loja do Barttolomeu.
-- Sim Baho! Não se preocupe! Ele não vai me morder!
-- Belo trocadilho! – falou Amy ao meu lado – Não deixe ele morder minha fênix aqui O.K?
Amy e Theily ficaram muito amigas quando se conheceram, ela era tão ciumenta ao respeito de Theily como Bárbara tinha de mim.
-- Não se preocupe! Ele não é um vampiro!
-- Espero... – ela falou com um sorriso amargo no rosto e deu um beijo na testa de Theily antes de entrarmos na minha Ferrari.
Ficamos sentados ali conversando por um bom tempo. Estávamos ficando amigos realmente.
Cada um falou sobre o seu poder e comentou sobre o dos outros. Porem, o que mais nos deixou curiosos foi o de Theily. Ela era uma garota de fogo.
-- Posso chegar aos 360º quando irritada! – ela comentou.
-- E cabelo vermelho é natural ou é pra fazer uma piada? -- perguntou Amy.
-- É natural! – respondeu Theily corando, o que a deixava mais bonita.
Eu não podia ler a mente de todos ali como Leeh, mais eu sabia que todos estavam felizes com as novas amizades. Quando deu 4:00h eu e as meninas subimos pro nosso quarto e deixamos os outros no refeitório.
Eu entrei e fui tomar um bom banho já que daqui duas horas teria uma reunião com todos os alunos e professores do colégio.
O C.W.L.B não tinha uma política muito severa no assunto roupas. Podíamos usar qualquer roupa, porem, tinha que usar pelo menos uma peça do uniforme. Que afinal era bem moderno.
Vesti uma calça justa preto, uma camiseta branca e o sobretudo preto que fazia parte do uniforme. Eu amava sobretudo! Tanto que eu tinha quatro: Um nude de linho; outro cinza de tricô muito fashion e caro e dois de veludo, um preto e outro vermelho.
Calcei um All Star preto e desci com as meninas. Quando chegamos ao auditório encontramos com os garotos e os Bernegh e nos sentamos um pouco na frente. Aos poucos o auditório se encheu e os professores se sentaram nas grandes cadeiras de vinho na frente de todos.
A maioria dos que estava a nossa frente eu conhecia. Vellen Rasnal e Rodrigo Canêdo, os fundadores do colégio, estavam nas cadeiras maiores no centro, um do lado direito e outro no lado esquerdo de outra cadeira que estava vazia. A cadeira do falecido William Baudef, eles a deixavam lá em respeito a sua importância na criação do colégio. A maior tristeza na qual já passamos foi a sua morte, tanto que no dia 21 de junho, data de sua morte, não temos aula.
Do lado direito de Rodrigo estava Laura e Izabel Dallari, as gêmeas Medusa, uma podia congelar qualquer coisa com seus olhos azuis safira, a outra, tinha os cabelos mais brilhantes, macios e fortes da cidade. Eu já vi Izabel levantar quatro mesas ao mesmo tempo com seus longos cachos negros.
Outros eram professores de todos os Níveis: Vianna Reis, a mulher raposa; Túlio Freitas, o anjo; Lafayette Guanais, a lírica; Denil Vieira, o encantador de serpentes; Liete Balri, a mulher águia; Claudinor Ozed, o caçador; e os controladores dos elementos; Simone Livier, água; Marco Juari, fogo; Gracco Porto, terra e Maxuel Ovier, ar.
O auditório estava quase em silêncio absoluto quando Rubem Godim, o diretor do colégio caminhou até o púpito e começou a fazer seu discurso.
-- Caros calouros e novatos, alunos do College of Witchcraft Last Breath! Sejam bem vindos! Alguns já me conhecem outros não, sou Rubem Godim diretor desse colégio. Todos sabem o porquê que estam aqui. Porque tem magia correndo em suas veias, sejam lá vocês once blessed, twice blessed ou até mesmo thrice blessed. Estão aqui para estudar, controlar seus poderes e fazer amigos. A três coisas que eu quero deixar claro: 1º Todos devem usar pelo menos uma peça do uniforme escola, que já receberam e posso ver alguns usando, as outras são permitidas, menos peças vulgares.
2º O toque de recolher é às 10h e nada de pessoas do sexo oposto nos dormitórios há essa hora.
E 3º, é proibido o uso de magia contra qualquer outro aluno desse colégio.
Há outra coisa que eu quero explicar. Amanhã haverá um baile de boas vindas, cujo tema vai ser Fantasias.
As únicas fantasias não permitidas são as vulgares, as outras estão liberadas. Durante o dia vocês poderão ir a cidade fazer compras. O baile começa às 6h no salão de festas. O terceiro dia será pra vocês descansarem, conversar, passear, bem, se divertirem! Alguma dúvida? Não! Ótimo! Então sejam bem vindos! -- ele voltou a sua cadeira enquanto todos o aplaudiam.
A próxima que subiu ao púpito foi Laura Dallari.
-- Bem pessoal, acho que Rubem já disse o que tínhamos a dizer, não é mesmo! Meu nome é Laura Dallari, coordenadora do colégio. Qualquer coisa que precisarem me procurem. Não gosto de confusões, então se aprontarem alguma, vou congelar vocês com meus olhos! Brincadeira! -- ela acabou e depois de aplausos se sentou.
-- Olá! Sou Izabel Dallari, e, por favor, não me confundam com a Laura. Eu sou mais divertida do que ela, então acho que vai ficar mais fácil de reconhecer. Eu sou a ‘quebra-galho’ do colégio. Qualquer coisa pode contar comigo. – ela terminou e se sentou também com aplausos. Rodrigo e Vellen se levantaram e foram juntos ao púpito.
-- Sou Rodrigo Canêdo e esse Vellen Rasnal, somos os fundadores do colégio. Sejam bem vindos e estão dispensados!
Quando chegamos ao refeitório e começamos a procurar uma mesa grande, certo movimento me chamou atenção. Sasha e suas ‘‘súditas’’, Natalie e Alessandra estavam atormentando uma novata ruiva que estava sentada numa mesa no centro do refeitório. Sem pensar duas vezes eu andei até lá.
-- Você esta me ouvindo queridinha? Vá sentar junto com os Nerds e esvazie essa mesa. Há pessoas mais importantes para sentar ai! Vamos levante! – dizia Sasha humilhando a garota enquanto as outras duas riam.
-- Sasha! Que bom re-vela! Continua tão linda, esbelta, mal educada e mesquinha como sempre! – eu disse com sarcasmo.
-- Lii! -- disse ela sorrindo.
-- Pra você é Alícia! – eu disse séria.
-- Pra que tudo isso? Eu só estava mostrando a essa novata o lugar dela -- ela disse ainda sorrindo.
-- Ah, sério? Você estava era a humilhando! Não é porque você é rica e não foi aceita no outro colégio que você pode fazer o bem que aqui! – eu cuspi a ela que ficou roxa de raiva.
-- Ah é? E me diga quem é você Alícia! Não é só porque seu namorado, o Alex, é lindo e popular que você vai poder se achar assim! Sua Equipe de 2º Nível só tem nome! A Utopia não é nada!
-- Ah! Não tem nada pra falar de mim e coloca o Alex e a Utopia no meio da conversa pra tentar me atingir! Cresça Sasha Taill! E esqueça essa sua paixão de criança pelo Alex! -- a briga ia começar quando senti uma mão no meu ombro.
-- Está tudo bem aqui? As garotas não estão a fim de brigar, não é mesmo! – disse a dona da mão, era uma vampira de cabelo preto na altura dos ombros e um piercing na sobrancelha. Sasha pareceu gelar onde estava e não disse uma palavra.
-- Não vamos brigar não é mesmo! – eu disse sorrindo – Hei você, -- eu disse a novata – vamos sentar comigo e os outros!
-- Não! Não prescisa. – disse Sasha, ela estava morrendo de medo da vampira ao meu lado.
-- Fosse gentil antes Sasha, agora eu faço questão que ela se sente comigo!
-- Tem cadeira pra mais seis? – perguntou a garota ao meu lado.
-- Claro! – eu respondi depois me virei para a novata – e ai, vamos?
Ela sorriu e se levantou.
-- Obrigado! – disse ela timidamente quando chegamos à mesa.
-- De nada! Não ia a deixar fazer com você o que ela fez comigo! -- eu disse colocando meu braço no dela.
Quando notei na mesa onde os outros estavam havia mais cinco vampiros, e um eu reconheci, Marcelo.
Deviam ser do mesmo clã.
-- Hei! – eu disse a vampira -- Obrigada por nos ajudar! -- ela apenas sorriu.
-- Não a de que! Eu não fui com a cara daquela patricinha mesmo!
-- Mais um resgate da nossa boa samaritana Alícia! – disse Bárbara batendo palmas.
-- Larga disso Baho!
Sentamos-nos e olhei todos que ali estavam.
-- Ouvimos o convite e nos sentamos! – disse uma vampira negra linda que estava sentada na minha frente.
-- Não se esqueça que eu tenho idade para ser mãe sim Amy! – disse ela sorrindo.
-- Bem, os outros são, Bob Virck seu namorado. Ícaro, irmão de Vall. Este é Raphael. E este é...
-- Marcelo. – eu disse a interrompendo. Ela me olhou divertida e confirmou.
-- Conheci-o mais cedo. – justifiquei.
-- Bem, e meu nome é Amy. – disse ela por fim.
-- Prazer em conhecê-los, -- disse sorrindo – Este é Alex Wind, meu namorado. E meus amigos: Bárbara Dermott; Letícia Gigle e Victor Solace; Mack e Rick Tust e Justin Relieff.
-- Um prazer enorme – disse Bob.
-- Sou Theily Soboul. – disse a ruiva ao meu lado.
-- Bem, agora que estamos todos apresentados, podemos almoçar! – disse Bárbara se levantando.
-- Eu vou com você – falou Letícia a seguindo.
-- Nos dê licença. – falei levantando.
Deixamos a mesa e fomos pegar nosso almoço.
-- Seis vampiros no C.W.L.B! E agora são nossos amigos! – Letícia disse ao meu lado.
-- Agora sim! Diversão de verdade nessa escola! – disse Baho divertida.
-- E o melhor, Sasha morre de medo deles! – falei com orgulho. Os outros continuavam sentados conversando. Amy e Theily estavam bem próximas rindo e conversando.
Nosso grupo estava aumentando?
Não! Havia um clã agora para nos fazer companhia.
‘Não gostei dele’
Disse Flip quando voltamos ao colégio.
-- Eu gostei. Bastante educado ele.
‘Talvez porque ele é um vampiro!’
-- E desde quando você conhece vampiros Flip Elliar Erravh?
‘Bem, não conheço. Mais já ouvi Kov falar muito deles’
-- Kov é um guaxinim maluco que caiu num barril de cerveja quando pequeno. Ele não diz coisa com coisa.
‘O.k, e você já conheceu algum vampiro Alícia Heublar Satie?’
-- Já sim! Os pais da pequena Mariana.
‘A sobrinha de Karen?’
-- Ela mesma.
‘Eu não sabia que você os conheceu. ’
-- Karoline Mello e Richard Vaan. É uma pena que tiveram que sair da cidade.
Flip olhou por cima dos meus ombros e vi Alex caminhando em nossa direção.
-- Ela acordou? – perguntei
-- Sim.
-- Flip, eu tenho que ir ti vejo mais tarde.
‘ Certo. Mande um beijo a ela. ’
Quando chegamos ao quarto, Letícia estava sentada de pernas cruzadas na cama, Victor estava ao seu lado ainda sério, Bárbara estava na sua cama sentada com um livro de psicologia nas mãos.
-- Oi, – disse ela tímida – dei um grande susto em vocês não é mesmo!?
-- Sim, deu. Mais agora está tudo bem!
-- Não se preocupem comigo, estou bem.
-- Amor, você ficou desmaiada por mais de
meia hora – disse Victor
-- Desmaiada não, estava apenas descansando. E eu estou bem Victor, pode relaxar.
-- Flip lhi mandou um beijo – eu disse tentando quebrar a tensão
-- Sério? E como é que ela está?
-- Bem, bem alta e veloz! – um sorriso apareceu no rosto de Leeh a iluminando.
-- Consegue lembrar do que você viu? -- perguntou Bárbara.
-- Não.
-- Havia vários livros nos pesadelos dela -- falou Victor com sua amargura de volta.
Letícia congelou ao ouvir o que Victor disse.
-- Agora eu me lembro... Eu mi via num grande escritório segurando um livro preto e pesado. Flip estava, bem, estava segurando a porta para que ninguém entrasse. Eu podia ver pela janela várias pessoas e animais lutando no que parecia um enorme tabuleiro de xadrez, havia muito fogo espalhado pelos arredores. – enquanto Letícia nos contava o que viu ela entrelaçava seus dedos na camisa de Victor que estava ao seu lado.
-- Você viu uma batalha? – perguntou Baho
-- Sim... E todos nós estávamos lá. -- ela disse confusa.
-- O.k, vamos ter uma batalha esse ano – eu disse sentando na minha cama.
-- Hei, vamos esquecer isso por agora!? Vamos está preparados quando ela chegar! – disse Letícia enquanto se levantava e ia ao closet.
-- Vou tomar um banho e depois vamos descer para almoçar, o.k?
-- Por mim tudo bem -- eu disse abraçando Alex.
-- Certo, eu vou ao meu quarto e volto. Alex você vem comigo? -- disse Victor andando até a porta.
-- Sim, vou.
-- Tomem conta dela. – disse Victor antes de sair.
-- Nos vemos lá embaixo – falou Alex que saiu logo após Victor.
Ficamos sozinhas no nosso quarto, e Baho encarava seu livro.
-- Psicologia?
-- Ah, sim! Psicologia bruxa, e não humana.
-- Hum, entendo.
-- Victor está muito nervoso – comentou ela.
-- Sim, eu notei, ele se preocupa muito com ela.
-- Medo de perdê-la.
-- Verdade.
-- Acho lindo como eles são tão intensos um com o outro.
-- Eu também...
-- É o amor...
-- Você não se sente sozinha Bárbara?
-- Às vezes, mais eu supero isso nos lábios quentes de um cara gostoso -- ela disse rindo.
-- Cara, você não presta!
-- Eu sei, e é isso que me deixa viva!
-- Ah é! Hei, tem carne nova no pedaço! – eu disse me lembrando do vampiro que eu conheci na floresta.
-- Homem? -- disse sorrindo sedutoramente.
-- Não, vampiro! -- os olhos de Bárbara brilharam com a palavra.
-- Não vejo a hora de conhecê-lo.