Bartolomeu ergueu um dos vestidos.
O tecido era brim, a cor era chumbo forte. O vestido devia bater na altura do calcanhar, marcado no quadril e tomara que caia com uma fina blusa de renda preta que cobria os braços e parte do pescoço porém deixando um pequeno decote no meio do colo. E se não errei na contagem, tinha quatro anáguas engomadas pretas.
Eu olhei o vestido encantada.
Bia logo mostrou o que segurava. Veludo vermelho bordô formava um vestido de mangas compridas, ombros e colo a mostra. Devia ter o mesmo comprimento do outro vestido, anáguas brancas deixavam uma pequena parte a mostra.
A expressão nos rosto de todos era óbvia , não era preciso nem conversa. Eu ficaria com o vestido de brim e Theily o de veludo.
-- Sabia que iam gostar! -- falou Bartolo aproximando o vestido em meu corpo para ter uma ideia de como ficaria.
-- É simplesmente lindo! -- exclamou Theily tocando as mangas de seu vestido.
-- E por quanto fica? -- fui logo ao ponto. Vestidos bonitos como aqueles deveriam ser demasiadamente caros. Bartolomeu me olhou por um instante, depois olhou a sua irmã que apenas acenou com a cabeça.
-- Por conta da casa minha querida Mittra!
-- OI? Não Bartolo, vocês podem ganhar um bom dinheiro com esses vestidos! Não pode simplesmente entrega-los assim!
-- Querida, nunca tive a intenção de ganhar dinheiro quando abri esse brechó! Peço que fiquem com ele e a ruiva ali com o outro!
-- Desculpe Bartolo, mas não.
-- Vai negar um presente meu Mittra? -- ele disse com olhos acusadores. A tempos atrás, eu presenteei Bartolomeu com umas das coisas que julgo mais bonitas que já fiz com os meus poderes. Uni a minha habilidade com plantas com o meu controle da terra. Descobri que tenho controle em alguns elementos químicos, os metais. Então envolvi uma rosa, a mais bela que consegui encontrar, em carbono líquido e assim o transformei em diamante. O dia que descobri que podia fazer diamantes, surtei. Como tinha um grande amor por Bartolomeu, dei a rosa de diamante de presente. No inicio, ele não quis aceita. Ai fizemos uma promessa em que o outro não recusaria nenhum presente do outro.
Agora eu era obrigada a aceitar um vestido. E eu sei. Não posso comparar uma rosa coberta de diamantes com um vestido que fora de alguém a anos atrás.
-- O.k . Eu aceito o vestido como presente. -- eu disse e ele sorriu juntamente com Vêrníbia.
-- Sabia que iria aceitar!
-- Bem, -- eu disse olhando para o relógio -- temos que ir. ainda vamos dar uma olhada nas outras lojas com as meninas.
-- Ah, certo. Não queremos que se atrasem. -- disse ele embrulhado os dois vestidos. Nos entregou as caixas com os vestidos e nos despedimos.
-- Theily, quero que me faça um favor! -- eu disse dirigindo na direção do shopping.
-- Ah, -- exclamou ela me olhando -- claro! Se estiver ao meu alcance.
-- Na verdade está. Não diga a ninguém que os vestidos foram presentes de Bartolomeu.
Ela virou e me olhou confusa.
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