sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cap. VII

Todos saíram do auditório e tomaram seu rumo. Rodrigo e Vellen não falaram basicamente nada! Mandaram outros fazerem o que era o trabalho deles, tudo bem que eles ainda estavam de luto... Mais eles poderiam superar isso. Não podem?

-- Eu acho que sim... -- respondeu Leeh do meu lado – superar, não sei se é a palavra certa. Mais vai passar... Rodrigo acredita fortemente nisso.

E em silêncio fomos pro nosso quarto. Quando estava pronta para dormir notei que Bárbara não estava conosco, ela devia esta se divertindo com algum garoto.

No dia seguinte, só se ouvia sobre o baile.

Encontrei com o pessoal no refeitório, tanto como a Utopia como os Bernegh. Todos estavam conversando, menos Alex que me olhava intensamente.

-- Animada para o baile Alícia? – perguntou Valquíria.

-- Não muito Val, aliás, do que nós vamos nos fantasiar esse ano? – eu disse olhando para Letícia que estava ao meu lado.

-- Er... Não pensei ainda. – ela disse confusa, na maioria das vezes quem dava a idéia da fantasia era ela.

-- Tem que ser algo novo... – falou Mack a minha frente. Ele tinha razão, nada de fadas, piratas ou princesas.

O silêncio ia tomando conta da mesa, to dos pensativos. Até que Bárbara murmurou.

-- Vampiros... Bruxos... – todos olhavam para ela sem entender nada.

-- Já sabemos o que nós somos Bárbara –murmurou Rick.

-- Não é isso! Eu tive uma idéia!

-- Fala logo então! – apressou Letícia.

-- Os Bernegh vão se vestir de bruxos e a Utopia de vampiros!

Era uma idéia nova. Eu tenho que confessar. Mais para mim seria engraçado me vestir de vampiro e ver Valquíria de bruxinha.

-- É realmente uma idéia nova. – falou Alex no seu tom simples como sempre.

-- Mais como nó vamos nos vestir assim? – perguntou Theily.

-- Fácil! – disse Bárbara – os vampiros nos ajudam e nós os ajudamos.

-- Verdade, vocês nos ajudam e nós ajudamos vocês! – falou Valquíria.

-- Vamos ver como é que ficam na nossa pele! – falou Raphael com um sorrio malicioso nos lábios. E eu sabia pra quem era esse sorriso. Bárbara. E do jeito que eu a conhecia, ela teria escutado mais ou menos isso: “Vamos ver se você fica mais sexy do que já é vestida de vampira gata!”.

Desde que viramos amigos, o que não faz muito tempo, Raphael e Bárbara se olhavam maliciosamente sempre que podiam. Cara, você não vai conseguir doma-la. Vai por mim. Eu a conheço.

Ficamos a manhã toda discutindo como deveríamos nos vestir. E o que ficou resolvido foi o seguinte:

Eu e Theily íamos nos vestir como vampiros antigos, com logos e cheios vestidos, maquiagem leve, algumas jóias e belos sapatos. Alex e Rick também se vestiriam de vampiros antigos, com meias três quartos, calças na altura do joelho, sapatos e camisas sociais.

Bárbara e Letícia iriam se vestir de vampiros atuais, calças e vestidos justos, sandálias de salto alto, maquiagem um pouco mais pesada. Assim como Victor, Mack e Justin que usariam jaquetas de couro, calças jeans e sapatos.

Já no caso dos Bernegh, Valquíria e Amy usariam um vestido chumbo ou preto, sapatos de boneca e meias três quartos, e Marcelo, Raphael, Bob e Ícaro usariam sobretudos pretos e calças jeans, estilo dos bruxos de Hidden.

O que nós bruxos pudéssemos conseguir para deixá-los mais a ver com a fantasia faríamos, e assim também com os vampiros.

Após o almoço nós nos arrumamos para ir às compras. Eu e Theily íamos nos separar do outros que iriam ao shopping. Eu sei muito bem onde eu encontraria os nossos vestidos.

-- Você tem certeza que vai lá Alícia? – perguntou Baho. Ela, Letícia e Alex não gostavam da idéia de eu ir à loja do Barttolomeu.

-- Sim Baho! Não se preocupe! Ele não vai me morder!

-- Belo trocadilho! – falou Amy ao meu lado – Não deixe ele morder minha fênix aqui O.K?

Amy e Theily ficaram muito amigas quando se conheceram, ela era tão ciumenta ao respeito de Theily como Bárbara tinha de mim.

-- Não se preocupe! Ele não é um vampiro!

-- Espero... – ela falou com um sorriso amargo no rosto e deu um beijo na testa de Theily antes de entrarmos na minha Ferrari.

Cap. VI

Ficamos sentados ali conversando por um bom tempo. Estávamos ficando amigos realmente.

Cada um falou sobre o seu poder e comentou sobre o dos outros. Porem, o que mais nos deixou curiosos foi o de Theily. Ela era uma garota de fogo.

-- Posso chegar aos 360º quando irritada! – ela comentou.

-- E cabelo vermelho é natural ou é pra fazer uma piada? -- perguntou Amy.

-- É natural! – respondeu Theily corando, o que a deixava mais bonita.

Eu não podia ler a mente de todos ali como Leeh, mais eu sabia que todos estavam felizes com as novas amizades. Quando deu 4:00h eu e as meninas subimos pro nosso quarto e deixamos os outros no refeitório.

Eu entrei e fui tomar um bom banho já que daqui duas horas teria uma reunião com todos os alunos e professores do colégio.

O C.W.L.B não tinha uma política muito severa no assunto roupas. Podíamos usar qualquer roupa, porem, tinha que usar pelo menos uma peça do uniforme. Que afinal era bem moderno.

Vesti uma calça justa preto, uma camiseta branca e o sobretudo preto que fazia parte do uniforme. Eu amava sobretudo! Tanto que eu tinha quatro: Um nude de linho; outro cinza de tricô muito fashion e caro e dois de veludo, um preto e outro vermelho.

Calcei um All Star preto e desci com as meninas. Quando chegamos ao auditório encontramos com os garotos e os Bernegh e nos sentamos um pouco na frente. Aos poucos o auditório se encheu e os professores se sentaram nas grandes cadeiras de vinho na frente de todos.

A maioria dos que estava a nossa frente eu conhecia. Vellen Rasnal e Rodrigo Canêdo, os fundadores do colégio, estavam nas cadeiras maiores no centro, um do lado direito e outro no lado esquerdo de outra cadeira que estava vazia. A cadeira do falecido William Baudef, eles a deixavam lá em respeito a sua importância na criação do colégio. A maior tristeza na qual já passamos foi a sua morte, tanto que no dia 21 de junho, data de sua morte, não temos aula.

Do lado direito de Rodrigo estava Laura e Izabel Dallari, as gêmeas Medusa, uma podia congelar qualquer coisa com seus olhos azuis safira, a outra, tinha os cabelos mais brilhantes, macios e fortes da cidade. Eu já vi Izabel levantar quatro mesas ao mesmo tempo com seus longos cachos negros.

Outros eram professores de todos os Níveis: Vianna Reis, a mulher raposa; Túlio Freitas, o anjo; Lafayette Guanais, a lírica; Denil Vieira, o encantador de serpentes; Liete Balri, a mulher águia; Claudinor Ozed, o caçador; e os controladores dos elementos; Simone Livier, água; Marco Juari, fogo; Gracco Porto, terra e Maxuel Ovier, ar.

O auditório estava quase em silêncio absoluto quando Rubem Godim, o diretor do colégio caminhou até o púpito e começou a fazer seu discurso.

-- Caros calouros e novatos, alunos do College of Witchcraft Last Breath! Sejam bem vindos! Alguns já me conhecem outros não, sou Rubem Godim diretor desse colégio. Todos sabem o porquê que estam aqui. Porque tem magia correndo em suas veias, sejam lá vocês once blessed, twice blessed ou até mesmo thrice blessed. Estão aqui para estudar, controlar seus poderes e fazer amigos. A três coisas que eu quero deixar claro: 1º Todos devem usar pelo menos uma peça do uniforme escola, que já receberam e posso ver alguns usando, as outras são permitidas, menos peças vulgares.

2º O toque de recolher é às 10h e nada de pessoas do sexo oposto nos dormitórios há essa hora.

E 3º, é proibido o uso de magia contra qualquer outro aluno desse colégio.

Há outra coisa que eu quero explicar. Amanhã haverá um baile de boas vindas, cujo tema vai ser Fantasias.

As únicas fantasias não permitidas são as vulgares, as outras estão liberadas. Durante o dia vocês poderão ir a cidade fazer compras. O baile começa às 6h no salão de festas. O terceiro dia será pra vocês descansarem, conversar, passear, bem, se divertirem! Alguma dúvida? Não! Ótimo! Então sejam bem vindos! -- ele voltou a sua cadeira enquanto todos o aplaudiam.

A próxima que subiu ao púpito foi Laura Dallari.

-- Bem pessoal, acho que Rubem já disse o que tínhamos a dizer, não é mesmo! Meu nome é Laura Dallari, coordenadora do colégio. Qualquer coisa que precisarem me procurem. Não gosto de confusões, então se aprontarem alguma, vou congelar vocês com meus olhos! Brincadeira! -- ela acabou e depois de aplausos se sentou.

-- Olá! Sou Izabel Dallari, e, por favor, não me confundam com a Laura. Eu sou mais divertida do que ela, então acho que vai ficar mais fácil de reconhecer. Eu sou a ‘quebra-galho’ do colégio. Qualquer coisa pode contar comigo. – ela terminou e se sentou também com aplausos. Rodrigo e Vellen se levantaram e foram juntos ao púpito.

-- Sou Rodrigo Canêdo e esse Vellen Rasnal, somos os fundadores do colégio. Sejam bem vindos e estão dispensados!

Cap. V

Quando chegamos ao refeitório e começamos a procurar uma mesa grande, certo movimento me chamou atenção. Sasha e suas ‘‘súditas’’, Natalie e Alessandra estavam atormentando uma novata ruiva que estava sentada numa mesa no centro do refeitório. Sem pensar duas vezes eu andei até lá.

-- Você esta me ouvindo queridinha? Vá sentar junto com os Nerds e esvazie essa mesa. Há pessoas mais importantes para sentar ai! Vamos levante! – dizia Sasha humilhando a garota enquanto as outras duas riam.

-- Sasha! Que bom re-vela! Continua tão linda, esbelta, mal educada e mesquinha como sempre! – eu disse com sarcasmo.

-- Lii! -- disse ela sorrindo.

-- Pra você é Alícia! – eu disse séria.

-- Pra que tudo isso? Eu só estava mostrando a essa novata o lugar dela -- ela disse ainda sorrindo.

-- Ah, sério? Você estava era a humilhando! Não é porque você é rica e não foi aceita no outro colégio que você pode fazer o bem que aqui! – eu cuspi a ela que ficou roxa de raiva.

-- Ah é? E me diga quem é você Alícia! Não é só porque seu namorado, o Alex, é lindo e popular que você vai poder se achar assim! Sua Equipe de 2º Nível só tem nome! A Utopia não é nada!

-- Ah! Não tem nada pra falar de mim e coloca o Alex e a Utopia no meio da conversa pra tentar me atingir! Cresça Sasha Taill! E esqueça essa sua paixão de criança pelo Alex! -- a briga ia começar quando senti uma mão no meu ombro.

-- Está tudo bem aqui? As garotas não estão a fim de brigar, não é mesmo! – disse a dona da mão, era uma vampira de cabelo preto na altura dos ombros e um piercing na sobrancelha. Sasha pareceu gelar onde estava e não disse uma palavra.

-- Não vamos brigar não é mesmo! – eu disse sorrindo – Hei você, -- eu disse a novata – vamos sentar comigo e os outros!

-- Não! Não prescisa. – disse Sasha, ela estava morrendo de medo da vampira ao meu lado.

-- Fosse gentil antes Sasha, agora eu faço questão que ela se sente comigo!

-- Tem cadeira pra mais seis? – perguntou a garota ao meu lado.

-- Claro! – eu respondi depois me virei para a novata – e ai, vamos?

Ela sorriu e se levantou.

-- Obrigado! – disse ela timidamente quando chegamos à mesa.

-- De nada! Não ia a deixar fazer com você o que ela fez comigo! -- eu disse colocando meu braço no dela.

Quando notei na mesa onde os outros estavam havia mais cinco vampiros, e um eu reconheci, Marcelo.

Deviam ser do mesmo clã.

-- Hei! – eu disse a vampira -- Obrigada por nos ajudar! -- ela apenas sorriu.

-- Não a de que! Eu não fui com a cara daquela patricinha mesmo!

-- Mais um resgate da nossa boa samaritana Alícia! – disse Bárbara batendo palmas.

-- Larga disso Baho!

Sentamos-nos e olhei todos que ali estavam.

-- Ouvimos o convite e nos sentamos! – disse uma vampira negra linda que estava sentada na minha frente.

-- Alícia, essa é Valquíria Bernegh. É como se fosse a nossa mãe. . – disse ela rindo.

-- Não se esqueça que eu tenho idade para ser mãe sim Amy! – disse ela sorrindo.

-- Bem, os outros são, Bob Virck seu namorado. Ícaro, irmão de Vall. Este é Raphael. E este é...

-- Marcelo. – eu disse a interrompendo. Ela me olhou divertida e confirmou.

-- Conheci-o mais cedo. – justifiquei.

-- Bem, e meu nome é Amy. – disse ela por fim.

-- Prazer em conhecê-los, -- disse sorrindo – Este é Alex Wind, meu namorado. E meus amigos: Bárbara Dermott; Letícia Gigle e Victor Solace; Mack e Rick Tust e Justin Relieff.

-- Um prazer enorme – disse Bob.

-- Sou Theily Soboul. – disse a ruiva ao meu lado.

-- Bem, agora que estamos todos apresentados, podemos almoçar! – disse Bárbara se levantando.

-- Eu vou com você – falou Letícia a seguindo.

-- Nos dê licença. – falei levantando.

Deixamos a mesa e fomos pegar nosso almoço.

-- Seis vampiros no C.W.L.B! E agora são nossos amigos! – Letícia disse ao meu lado.

-- Agora sim! Diversão de verdade nessa escola! – disse Baho divertida.

-- E o melhor, Sasha morre de medo deles! – falei com orgulho. Os outros continuavam sentados conversando. Amy e Theily estavam bem próximas rindo e conversando.

Nosso grupo estava aumentando?

Não! Havia um clã agora para nos fazer companhia.

Cap. IV

‘Não gostei dele’

Disse Flip quando voltamos ao colégio.

-- Eu gostei. Bastante educado ele.

‘Talvez porque ele é um vampiro!’

-- E desde quando você conhece vampiros Flip Elliar Erravh?

‘Bem, não conheço. Mais já ouvi Kov falar muito deles’

-- Kov é um guaxinim maluco que caiu num barril de cerveja quando pequeno. Ele não diz coisa com coisa.

O.k, e você já conheceu algum vampiro Alícia Heublar Satie?’

-- Já sim! Os pais da pequena Mariana.

A sobrinha de Karen?’

-- Ela mesma.

Eu não sabia que você os conheceu. ’

-- Karoline Mello e Richard Vaan. É uma pena que tiveram que sair da cidade.

Flip olhou por cima dos meus ombros e vi Alex caminhando em nossa direção.

-- Ela acordou? – perguntei

-- Sim.

-- Flip, eu tenho que ir ti vejo mais tarde.

‘ Certo. Mande um beijo a ela. ’

Quando chegamos ao quarto, Letícia estava sentada de pernas cruzadas na cama, Victor estava ao seu lado ainda sério, Bárbara estava na sua cama sentada com um livro de psicologia nas mãos.

-- Oi, – disse ela tímida – dei um grande susto em vocês não é mesmo!?

-- Sim, deu. Mais agora está tudo bem!

-- Não se preocupem comigo, estou bem.

-- Amor, você ficou desmaiada por mais de

meia hora – disse Victor

-- Desmaiada não, estava apenas descansando. E eu estou bem Victor, pode relaxar.

-- Flip lhi mandou um beijo – eu disse tentando quebrar a tensão

-- Sério? E como é que ela está?

-- Bem, bem alta e veloz! – um sorriso apareceu no rosto de Leeh a iluminando.

-- Consegue lembrar do que você viu? -- perguntou Bárbara.

-- Não.

-- Havia vários livros nos pesadelos dela -- falou Victor com sua amargura de volta.

Letícia congelou ao ouvir o que Victor disse.

-- Agora eu me lembro... Eu mi via num grande escritório segurando um livro preto e pesado. Flip estava, bem, estava segurando a porta para que ninguém entrasse. Eu podia ver pela janela várias pessoas e animais lutando no que parecia um enorme tabuleiro de xadrez, havia muito fogo espalhado pelos arredores. – enquanto Letícia nos contava o que viu ela entrelaçava seus dedos na camisa de Victor que estava ao seu lado.

-- Você viu uma batalha? – perguntou Baho

-- Sim... E todos nós estávamos lá. -- ela disse confusa.

-- O.k, vamos ter uma batalha esse ano – eu disse sentando na minha cama.

-- Hei, vamos esquecer isso por agora!? Vamos está preparados quando ela chegar! – disse Letícia enquanto se levantava e ia ao closet.

-- Vou tomar um banho e depois vamos descer para almoçar, o.k?

-- Por mim tudo bem -- eu disse abraçando Alex.

-- Certo, eu vou ao meu quarto e volto. Alex você vem comigo? -- disse Victor andando até a porta.

-- Sim, vou.

-- Tomem conta dela. – disse Victor antes de sair.

-- Nos vemos lá embaixo – falou Alex que saiu logo após Victor.

Ficamos sozinhas no nosso quarto, e Baho encarava seu livro.

-- Psicologia?

-- Ah, sim! Psicologia bruxa, e não humana.

-- Hum, entendo.

-- Victor está muito nervoso – comentou ela.

-- Sim, eu notei, ele se preocupa muito com ela.

-- Medo de perdê-la.

-- Verdade.

-- Acho lindo como eles são tão intensos um com o outro.

-- Eu também...

-- É o amor...

-- Você não se sente sozinha Bárbara?

-- Às vezes, mais eu supero isso nos lábios quentes de um cara gostoso -- ela disse rindo.

-- Cara, você não presta!

-- Eu sei, e é isso que me deixa viva!

-- Ah é! Hei, tem carne nova no pedaço! – eu disse me lembrando do vampiro que eu conheci na floresta.

-- Homem? -- disse sorrindo sedutoramente.

-- Não, vampiro! -- os olhos de Bárbara brilharam com a palavra.

-- Não vejo a hora de conhecê-lo.

Cap. III

Saímos do quarto e cada um tomou seu rumo. Eu fui em direção ao estábulo, dar uma olhada nos animais.

Estava sentindo sua falta, pensei que vinha me ver hoje’.

Era Flip falando mentalmente comigo, já que ainda era nova para poder falar.

-- Hei querida, senti saudades suas também.

O que ouve? Está preocupada. ’

-- Letícia teve uma de suas visões e está desmaiada.

‘ E você está aqui fora enquanto sua amiga está desmaiada lá dentro? ’

-- Hei! Não me julgue, o namorado dela me botou para fora do quarto.

‘ Entendo, ela ficará bem. ’

-- Sim, vai. Mais, e ai, alguma novidade enquanto estive fora? – mudei de assunto. Flip era minha melhor amiga, no caso de animais, a ganhei de presente de Dhanton, meu padrinho. Ela era uma loba Duas Vidas, aquele na qual a ganhava de presente, não ganhava apenas um belo animal, mais também um companheiro inseparável, no qual reparte sua vida com seu dono e seu dono reparte a sua vida com ele. Por isso o nome Duas Vidas.

‘ Você não perdeu muita coisa, Trulde aquela velha raposa teve 15 filhotes, na qual 7 são pretos.’

-- 15? Como ela pôde?

E quem é que sabe? São as coisas mais lindas e raras que eu já vi na minha vida’

-- Ta a fim de dar uma volta?

‘ Opa! Agora! Sobe ai!’

Flip batia na altura das minhas costelas e era muito forte. Então subi nas suas costas e ela começou a correr. Seu pêlo era incrível mente branco e macio, minhas cobertas de veludo que me desculpem, mais eu preferia o pêlo de Flip do que qualquer outro tecido.

‘ Está mais veloz Flip. Andou treinando na minha ausência?’ Perguntei mentalmente já que não parecia uma boa idéia falar naquela velocidade.

‘ Sim, estive. O que acha? ’

‘ Incrível, continue assim. ’

Paramos no leito de um rio e eu desci. Era o nosso lugar preferido para relaxar, um lugar só meu e dela. A grama era verde intenso e parecia está sempre aparada, havia uma grande e lisa pedra vermelha onde eu me deitava para olhar o rio cheio de pedras que davam um movimento harmonioso a água. Flores de todas as cores se espalhavam pela grama.

-- Às vezes eu tenho vontade de nunca mais volta pro Brasil.

Não volte. ’

-- Não é tão fácil assim. Mais eu gosto de lá, do clima das pessoas. E minha mãe mora lá também, não posso simplesmente larga-la lá.

O.k então quando vou poder ir lá?’

-- Não sei Flip, acho que daqui uns anos.

Eu espero’

Der repente suas orelhas abaixaram rente a cabeça e começou a estudar a floresta, alguém estava ali, um desconhecido.

Foi ai que vi um homem sair por entre as árvores.

Seu cabelo estava meio bagunçado pelo vento, ele era pálido e de olhos castanhos escuro, usava sapatos e uma camisa social preta aberta e calças jeans escura de marca. Ele sorria belamente.

-- Desculpe o susto – ele disse ainda sorrindo e pude ver um belo e afiado par de caninos. Um vampiro. Faz tempo que vampiros não apareciam em Hidden.

Pousei minha mão nas costas de Flip e ela relaxou um pouco.

-- Está desculpado.

-- Meu nome é Marcelo, Marcelo Bernegh.

-- Alícia Heublar, e essa é Flip. – me apresentei e Flip fez um pequeno aceno com a cabeça quando a mencionei.

-- Prazer em conhecê-las. Eu sou novo aqui, estou matriculado no C.W.L.B. estava apenas explorando as terras, se é que me entende.

-- Sim, entendo. Eu estudo lá. Vai fazer que Nível?

-- 3º. Fiz os outros na Europa.

-- Bem, então seremos colegas.

-- Será um prazer.

-- Igualmente.

-- Me desculpem, mais tenho que ir agora encontrar meu clã. Foi um prazer conhece-las. Até mais tarde.

-- Até logo.

Cap. II

-- Me alegra profundamente, te olhar nos olhos, sem nenhum sinal de escrúpulo no meu coração. -- ele disse no meu ouvido ao me abraçar.

-- 16 de Março de 2008

-- Ainda lembra? -- disse ele rindo

-- Claro, fui eu que falei!

-- E qual foi minha resposta?

-- Sua alegria se transforma em minha, pois tudo que eu quero é a sua felicidade.

Ele não disse mais nada, apenas sorriu e me beijou.

Entramos no ônibus e fomos para o C.W.L.B. A viagem foi rápida em meio de conversas e beijos.

O grande portão de ferro se abre, e como sempre, entramos no colégio com gritos de felicidade, todos adoravam o C.W.L.B.

O colégio havia sido pintado em vermelho, azul marinho, preto e branco.

-- Em fim chegamos! -- disse aos meus amigos.

-- Senti falta daqui -- sussurrou Bárbara.

-- Todos nós sentimos -- falou Leeh

Atravessamos o grande pátio de entrada e Alex foi à frente para pegar a chave dos quartos.

-- Adivinha? -- chegou ele com um sorriso torto

-- Que? -- rebati

-- O quarto de vocês é o 325.

-- Mentira?! -- disse Baho com a boca aberta

-- Ah! Sortudas vocês heim! Parece que a janela da para o pátio central -- falou Victor ao meu lado

-- Calma meu amigo, nós não ficamos para trás! O nosso é o 341!

-- Ficamos com os melhores quartos! -- falei.

Subimos as escadas quase correndo mal dando um "Oi" aos nossos colegas do 2º Nível, na ânsia de ver nossos quartos.

-- Eu giro a chave! -- disse a colocando na fechadura

-- Pé direito heim! -- falou Baho

-- No 3! 1, 2, 3! -- disse Leeh

E entramos no quarto... que era lindo! Havia três camas de solteiro de madeira rústica enfileiradas com lençóis vermelhos, um criado-mudo do lado de cada cama, as paredes era brancas e uma era listrada das cores da escola. Notei uma porta no lado esquerdo do quarto e fui à direção a ela.

-- É lindo! -- disse Bhao sentando em uma das camas

-- Pois é, C.W.L.B se superou esse ano! -- falou Leeh indo à direção a janela, eu fiquei ali parada encarando a porta, nem sei direito por que. Até que resolvi abri-la.

A porta dava em um closet, maior que o quarto. Grandes guarda-roupas tomavam conta de duas paredes, uma parede era tomada por prateleiras de ferro e havia uma porta dupla de madeira.

-- Meninas corram aqui agora! -- eu disse e entrei no closet, as duas vieram atrás de mim.

-- Ma-ra-vi-lho-so! -- soletrou Bárbara

Começamos a arrumar nossas coisas e os meninos nos deram privacidade. Colocamos três porta-retratos numa das prateleiras do closet, uma era de todos da Utopia de frente do colégio tirada no início do ano passado, outra era de nós três no Brasil na casa de Letícia e a outra era de nós três no baile de Hallowen do colégio.

Depois de arrumar tudo descemos pra dar uma volta no colégio. Quando chegamos ao pátio frontal uma tontura me pegou desprevenida, várias imagens surgiram na minha cabeça, a mata, corpos de animais no chão, filhotes de águia, uma lagoa verde, tudo veio

a minha mente der repente. A tontura foi tão forte que eu tive que me apoiar no braço de Alex para não cair.

-- O que ouve? Você está bem? – disse Alex me colocando de pé

-- Estou bem, é apenas a minha tonteira me dando boas vindas – respondi tentando fazer piada, todo começo de ano eu tenho essa tonteira, é o meu poder voltando ao máximo juntos com a mente dos animais dali, mais esse ano estava muito mais forte.

Andamos por mais ou menos meia hora no pátio dando e recebendo boas vindas dos outros alunos.

Quando resolvemos ir ao refeitório ouvi um gemido baixo atrás de mim, vi Letícia ajoelhada no chão com as mãos de frente ao rosto com os olhos fora de foco, ela estava tendo uma visão. Victor se agachou ao lado dela mais não disse nada, ele parecia está checando se estava tudo bem. Depois de 5 minutos Letícia voltou a si, mais logo desmaiou. Por sorte estávamos sozinhos no corredor, caso ao contrário uma multidão estaria nos olhando querendo saber o que aconteceu.

Victor a pegou no colo e a levou pro nosso quarto, chegando lá a colocou na sua cama e sentou ao seu lado.

-- Essa foi a visão mais longa que ela já teve – sussurrou Victor

-- Ela deve ter desmaiado de cansaço, as suas visão sempre lhi tomam muita energia – disse baixo.

-- Ela está tendo pesadelos agora, estou tendo de lhi mandar boas imagens... – Victor falou com amargura

-- Tem algo que podemos fazer pra ajudá-la?—perguntou Alex ao meu lado

-- Não, eu acho... apenas nos deixem sozinhos – respondeu ele com amargura tomando conta de sua voz

-- Bem, eu vou à biblioteca e vocês? – disse Bárbara um pouco a trás de nós, era primeira vez que ela falava no quarto.

-- Eu vou encontrar os outros – respondeu Alex

-- Eu acho que vou dar uma volta, aliviar um pouco à mente, estou com uma dor de cabeça – falei.

-- Encontro vocês mais tarde – Victor falou como se não estivesse ligando pro que a gente disse. E por que estaria?

Cap. 1


-- Falta quanto tempo para Martha chegar? -- perguntei às garotas.

-- Nem 15 minutos direito, -- falou Letícia -- se vocês chegassem mais alguns minutos atrasadas iriam perder o ônibus!

-- Tudo bem Leeh! Não precisa isso tudo! -- rebateu Bárbara.

-- Nada pode dar errado! Vocês não sabem a saudade que eu estou de Hidden! -- confessei.

-- De Hidden, da Flip ou de Alex, Alícia? – veio Bárbara me provocando

-- De tudo! -- falei aos risos.

Da janela do quarto de Letícia pude ver o nosso grande e prateado ônibus.

-- Chegou, chegou! -- disse as meninas e peguei minha mala.

Descemos as escadas correndo e fomos em direção a porta. Martha nos esperava sorridente com as portas do ônibus abertas.

-- Hei Martha! -- falamos em coro enquanto entravamos.

-- Olá meninas! -- ela disse ainda sorrindo. Nós sempre fomos as primeiras a pegar o ônibus, e hoje não foi diferente, depois buscamos as outras e fomos para estação de metrô.

A estação ficava na saída da cidade, era dentro de um armazém abandonado, pelo menos era isso que as outras pessoas achavam que era.

A viagem durava 01h30min da Bahia a Hidden, o nosso metrô era mais rápido do que avião, tudo por causa da magia, e essa era a graça de Hidden: tudo era diferente!

Assim que chegamos à estação pode ver o ônibus vermelho com um grande 3 pintado de amarelo na frente que sempre nos levava ao College of Witchcraft Last Breath ou simplesmente C.W.L.B.

-- Chegamos meninas, não vamos esquecer das malas em! -- a voz no auto falante nos avisou, acho que ninguém sabe quem é a dona da voz do metrô, nós a chamamos de 'Comandante' mais seu rosto era um segredo.

-- Se é que ela é real! -- Letícia respondeu aos meus pensamentos -- Ainda acho que ela é apenas um robô!

-- Assim você tira toda a graça do mistério! --retruquei fazendo bico.

-- Haha! Meninas, seus amantes de olhos claros estão esperando! -- disse Bárbara enquanto me virava na direção do ônibus.

Ali estava ele, Alex Wind, encostado ao lado do número 3 pintado, cabelos pretos quase na altura das sobrancelhas jogados de lado, grandes olhos cor de mel reluzente, um corpo musculoso pra um rapaz de 17 anos, e o que me chamava mais atenção, uma boca

rosa bebê desenhada por um arcanjo e esculpida pelo pecado.

-- Calma ai garota! -- Letícia sussurrou no meu ouvido.

“Da próxima vez, bata antes de entrar!” -- eu mandei em pensamento para ela que apenas sorriu.

Era o reencontro da Utopia.

Alex Wind, Victor Solace, Justin Relieff, Mack e Rick Trust, todos cinco encostados no ônibus, observando as únicas três garotas Utopia, Alícia Heublar, Bárbara Dermott e Letícia Gigle. Se a partida já foi emocionante, o reencontro foi ainda mais.