-- Me alegra profundamente, te olhar nos olhos, sem nenhum sinal de escrúpulo no meu coração. -- ele disse no meu ouvido ao me abraçar.
-- 16 de Março de 2008
-- Ainda lembra? -- disse ele rindo
-- Claro, fui eu que falei!
-- E qual foi minha resposta?
-- Sua alegria se transforma em minha, pois tudo que eu quero é a sua felicidade.
Ele não disse mais nada, apenas sorriu e me beijou.
Entramos no ônibus e fomos para o C.W.L.B. A viagem foi rápida em meio de conversas e beijos.
O grande portão de ferro se abre, e como sempre, entramos no colégio com gritos de felicidade, todos adoravam o C.W.L.B.
O colégio havia sido pintado em vermelho, azul marinho, preto e branco.
-- Em fim chegamos! -- disse aos meus amigos.
-- Senti falta daqui -- sussurrou Bárbara.
-- Todos nós sentimos -- falou Leeh
Atravessamos o grande pátio de entrada e Alex foi à frente para pegar a chave dos quartos.
-- Adivinha? -- chegou ele com um sorriso torto
-- Que? -- rebati
-- O quarto de vocês é o 325.
-- Mentira?! -- disse Baho com a boca aberta
-- Ah! Sortudas vocês heim! Parece que a janela da para o pátio central -- falou Victor ao meu lado
-- Calma meu amigo, nós não ficamos para trás! O nosso é o 341!
-- Ficamos com os melhores quartos! -- falei.
Subimos as escadas quase correndo mal dando um "Oi" aos nossos colegas do 2º Nível, na ânsia de ver nossos quartos.
-- Eu giro a chave! -- disse a colocando na fechadura
-- Pé direito heim! -- falou Baho
-- No 3! 1, 2, 3! -- disse Leeh
E entramos no quarto... que era lindo! Havia três camas de solteiro de madeira rústica enfileiradas com lençóis vermelhos, um criado-mudo do lado de cada cama, as paredes era brancas e uma era listrada das cores da escola. Notei uma porta no lado esquerdo do quarto e fui à direção a ela.
-- É lindo! -- disse Bhao sentando em uma das camas
-- Pois é, C.W.L.B se superou esse ano! -- falou Leeh indo à direção a janela, eu fiquei ali parada encarando a porta, nem sei direito por que. Até que resolvi abri-la.
A porta dava em um closet, maior que o quarto. Grandes guarda-roupas tomavam conta de duas paredes, uma parede era tomada por prateleiras de ferro e havia uma porta dupla de madeira.
-- Meninas corram aqui agora! -- eu disse e entrei no closet, as duas vieram atrás de mim.
-- Ma-ra-vi-lho-so! -- soletrou Bárbara
Começamos a arrumar nossas coisas e os meninos nos deram privacidade. Colocamos três porta-retratos numa das prateleiras do closet, uma era de todos da Utopia de frente do colégio tirada no início do ano passado, outra era de nós três no Brasil na casa de Letícia e a outra era de nós três no baile de Hallowen do colégio.
Depois de arrumar tudo descemos pra dar uma volta no colégio. Quando chegamos ao pátio frontal uma tontura me pegou desprevenida, várias imagens surgiram na minha cabeça, a mata, corpos de animais no chão, filhotes de águia, uma lagoa verde, tudo veio
a minha mente der repente. A tontura foi tão forte que eu tive que me apoiar no braço de Alex para não cair.
-- O que ouve? Você está bem? – disse Alex me colocando de pé
-- Estou bem, é apenas a minha tonteira me dando boas vindas – respondi tentando fazer piada, todo começo de ano eu tenho essa tonteira, é o meu poder voltando ao máximo juntos com a mente dos animais dali, mais esse ano estava muito mais forte.
Andamos por mais ou menos meia hora no pátio dando e recebendo boas vindas dos outros alunos.
Quando resolvemos ir ao refeitório ouvi um gemido baixo atrás de mim, vi Letícia ajoelhada no chão com as mãos de frente ao rosto com os olhos fora de foco, ela estava tendo uma visão. Victor se agachou ao lado dela mais não disse nada, ele parecia está checando se estava tudo bem. Depois de 5 minutos Letícia voltou a si, mais logo desmaiou. Por sorte estávamos sozinhos no corredor, caso ao contrário uma multidão estaria nos olhando querendo saber o que aconteceu.
Victor a pegou no colo e a levou pro nosso quarto, chegando lá a colocou na sua cama e sentou ao seu lado.
-- Essa foi a visão mais longa que ela já teve – sussurrou Victor
-- Ela deve ter desmaiado de cansaço, as suas visão sempre lhi tomam muita energia – disse baixo.
-- Ela está tendo pesadelos agora, estou tendo de lhi mandar boas imagens... – Victor falou com amargura
-- Tem algo que podemos fazer pra ajudá-la?—perguntou Alex ao meu lado
-- Não, eu acho... apenas nos deixem sozinhos – respondeu ele com amargura tomando conta de sua voz
-- Bem, eu vou à biblioteca e vocês? – disse Bárbara um pouco a trás de nós, era primeira vez que ela falava no quarto.
-- Eu vou encontrar os outros – respondeu Alex
-- Eu acho que vou dar uma volta, aliviar um pouco à mente, estou com uma dor de cabeça – falei.
-- Encontro vocês mais tarde – Victor falou como se não estivesse ligando pro que a gente disse. E por que estaria?
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